quarta-feira, 6 de abril de 2011

Simplesmente EU, parte 1: O Hino Nacional, matança e os efeitos da musica em uma criança criativa!


Canções verde-Brasil!



Nasci no interior da Bahia, numa terra carinhosamente apelidada de terra do sol ou, terra do cacau e de seus coronéis, cujo de um, sou filha. Porém, fui acometida de uma atmosfera de simplicidade e humildade assim que fui gerada, creio eu. O que me fez quase não enxergar o tipo de riqueza que muitos conheciam bem, ao aproximarem-se de mim, mas, que por motivos maiores, foi por mim logo rebaixada ao posto das coisas menos importantes, pois afinal de contas, coisas muito mais valiosas e infinitamente maiores faziam, dia após dia, com que eu me entendesse como rica, muito rica, milionária, ou melhor, naturilhionária!!!



Exatamente isso, não escrevi a palavra errada, apenas admito que desde o berço, eu fui dona de uma riqueza que poucos reconhecem ou entendem, a natureza. Na realidade, eu nasci em berço de colo de jequitibá, uma frondosa árvore que me adotou ainda na infância (Relato presente no Texto: A menina e o jequitibá), adornado por toda espécie de flores. Ainda muito pequena eu pude perceber o quão grande e inexplicavelmente verde, azul e perfumado era o mundo em minha volta, a mim pertenciam km de verdes e terras, rios caudalosos cujas nascentes eram fontes de águas deliciosamente límpidas por entre os cacaueiros, cachoeiras despontavam sinfônicas por entre as matas virgens.



Tenho memória de um dia, aos quatro anos de idade, após voltar de longas férias na fazenda, chegando à cidade, ter sentido em todo o meu intimo a terrível sensação do que é uma prisão, ainda que sem jaulas. Pude entender naquele dia que prisões também podiam ser feitas de paredes, com mobílias dentro, com ruas em sua volta, mais que te impediam de usufruir e vivenciar exatamente daquilo que você era dono. É! Aos quatro anos de idade, eu entendi que vivia sob condicional e que só podia visitar a minha verdadeira casa-terra nos fins de semana, feriados e férias e que apenas nesses dias eu poderia exercer em plenitude os meus direitos sobre toda a minha riqueza, a saber, pés descalços na terra fofa, cheiro de chuva em manhã serenante, banhos de rios e cachoeiras, explorações a matas virgens, montar meu cavalo a pêlo e toda aquela imensidão de cores presenteadas a mim, pela tão amada natureza, que se agarravam ao meu olhar em forma de arco-íris na menina dos olhos. Durante os dias na cidade, meus bens eram confiscados pela realidade e eu nem sabia qual o terrível crime que eu havia cometido. Às vezes, quando chegava a hora de ir embora, eu desejava ser um tatu e cavar bem fundo e esconder-me no ventre da minha mãe, a terra. Lembro-me de cada partida, eu sempre chovia, com as mãozinhas coladas ao vidro do carro, em forma de aceno, enquanto o céu, usando um pincel de vento, desenhava para mim em suas nuvens, cenas fantásticas que me aguardariam até o retorno. Como era difícil despedir-me de tantas coisas, as coisas mais encantadas de mim mesma... Tudo ficava para trás...



Outro dia, já aos seis anos, eu já havia habituado-me um pouco mais a selva de pedras em minha volta e até havia descoberto que gostava muito de uma das jaulas de tijolos, a escola, pois lá eu também me lembrava que era rica. Os livros, as cores, os lápis coloridos, as letras, a borracha (que me permitia xingar no papel, quando estava com raiva e depois, rapidamente apagar), a professora que entendia e falava tão bem sobre todas as coisas do mundo, incluindo do meu patrimônio. É! Ela conhecia minha riqueza, ela sim, sabia o quanto eu era rica, pois nas aulas de geografia, falava com tanta desenvoltura de tudo o que era meu. Um belo dia, na escola, qual não Foi a minha surpresa? Levaram-nos todos ao pátio, pois daquele dia em diante todos nós cantaríamos uma vez por semana um tal de Hino Nacional. Ficamos em fila, com as mãozinhas estendidas apontando para a testa e é claro, nenhuma de nós, crianças, sabíamos cantar a tal famosa musica que nos fazia ficarmos de pé, sem nem ao menos respirar direito. Eu, como sempre fui, digamos que, meio irreverente, porém com educação, é claro, decidi procurar uma postura mais confortável, apoiando o corpo e quadril sobre uma perna e largando a outra na frente (pose de modelo), daí ia revezando a perna. Os cabelos eram loiros e longos e estavam de maria-chiquinha, então, enfiei os dedos na parte superior da franja, prendendo-os nos fios presos pela Xuxa, para não cansar o braço. Nisso, já havia passado do “Povo heróico o brado retumbante” e já estava pra lá da “própria morte”.



Logo pensei:



-- Será que alguém vai morrer? Uffa, não, pois tinha uma tal de “Pátria amada” que ia salvar todo mundo!



Foi quando ressoou em meu ouvido infantil a segunda estrofe e nela despertou minha atenção palavras como “Sonho intenso, raio, amor,esperança, terra, (“desce” eu não entendi,mas tudo bem)” e logo depois “um céu tão formoso que ria e com a imagem do cruzeiro resplandecendooo??? Genteee, é a minha beira de rio Paraguaçu, onde deito a noite com os caboclinhos meus amigos(encontra-se relatos no texto: Encantada lembrança antiga)e de lá, olhando pro céu, vemos o cruzeiro do sul entre as estrelas(eu já havia perguntado a alguém sobre as estrelas em forma de cruz). Depois foi vindo coisa no Hino, até surgir o “Berço esplêndido”



Falei comigo mesmo:



--Só pode ser o meu, tão falando de mim, das minhas riquezas, afinal de contas, “o som do mar é meu”, “a luz do céu profundo” eu conheço muito bem, pois esse céu é meu! E o “Florão?” Só podia ser a rosa enorme que nasceu na beira do rio sem ser plantada e ninguém sabia como!



E ali eu havia acabado de descobrir mais um segredo “o florão nasceu iluminado ao sol do novo mundo”, claro!!? Fiquei bege, estavam falando do meu mundo... “Campos risonhos e lindos, com mais flores, bosques com mais vida”... Que o Brasil era estrelado eu nem duvidava mais, mas a parte do “verde-louro” foi fooorte, ERA EU!!! Estava tudo confirmado, estavam falando mesmo de mim, de nós, afinal, aonde mais existiria uma criatura que se sentia uma plantinha verde, tão loura quanto eu? Me emocionei... Acabando a musica que revelava todo o meu segredo naturilhionário eu estava aos prantos, era uma mistura de emoção,alegria, pavor, medo e convencimento, afinal,eu e tudo o que era mais precioso para mim estavamos bem ali,cantados com uma melodia linda e impactante por toda a escola! fui correndo contar o ocorrido para a professora (tinha que contar para alguém de minha confiança):



-- Pró sabia que o Brasil é minha mãe?



A pró fixou o olhar em mim e respondeu:



-- Ham???



Continuei destrambelhada e assustada:



-- É Pró, falou na musica de toda a riqueza que eu sou dona, de todas as coisas lindas que eu tenho, ta, faltou algumas, que nem falou do meu cavalo branco, mais já ouvi dele em outra musica ou historia, mas nessa falou das coisas graaandess, sabe, céu risonho e feliz, cruzeiro do sul, campos que ri por conta do pólen das flores que dão vida aos bosques, sabe, abelhas, onças e tudo o mais... Ta, não falou delas assim de nome, mas falou do florão, a rosa grande da beira do rio, e elas estavam lá sim, pois eu conheço esse lugar e é lá que elas moram e mais um monte de bichos e daí, falou que sou filha dela, disso eu já sabia, só não sabia que o nome dela toda era Brasil, mais é. Então o Brasil é minha mãe, mesmo tendo nome de homem e tudo, só fiquei com um pouco de medo da luta e da morte, quando é a guerra,hem, hem??? É que não quero faltar, sabe, mesmo morrendo de medo, afinal, tenho que lutar pelo que é meu, inclusive essa musica aí, sou dona dela, sabia? Fizeram pra mim, eu sou o verde-louro, mas ó, é segredo, viu?



Quando finalmente desliguei o falador eu olhei a face da ‘Pró’, que sorria e chorava ao mesmo tempo, tadinha, tive dó, daí larguei:



-- Fica assim não, pró! Ó, no dia da tal guerra, eu prometo que levo todos os meus bichos, até os mais valentes (menos o meu gato, que é pequeno, pois ainda não virou leão) e te protegemos, ta? Ah, a gente vai lutar contra quem mesmo?



Ela me abraçou e sorria com os olhos molhados, depois pediu que eu fosse pra sala de aula, pois a aula ia começar. Daí em diante, esperei por um bom tempo a tal guerra e só depois nas aulas de historia a pró explicou que já havia tido várias delas e numa aula ela disse:



-- Dica, o Hino Nacional e tudo o que tem nele já é seu, ta? Não vai precisar brigar por eles não e o Brasil é sim a sua mãe, mesmo sendo homem!



E sorriu aquele sorriso de luz que só alguém tão linda, bondosa e inteligente podia ter!



Naquele dia voltei pra casa mais tranqüila, pois eu não teria mais que colocar a vida dos animais em risco na guerra. Realizada eu já estava desde a primeira vez que escutei o Hino e tive a certeza mais que absoluta do quanto eu era realmente rica e não me importava nem um pouco de brigar por isso. Mas, como tudo o que é bom dura pouco (nem tudo!)... Uma bela noite estou eu na fazenda e ouvi ao longe uma cantoria de violeiro. Era o ‘coronel’ reunido com os trabalhadores cantando. Um deles, que era pião, desses que montava cavalo bravo, com uma viola na mão guiava a cantiga... Fui atraída até aquela musica como um ima, sentei numa pedra perto do fogo e escutei atentamente, depois de alguns segundos as lágrimas rolavam e eu chorava compulsivamente. Foi quando aqueles braços fortes e negros me abraçaram, era a mãe preta da tapioca, (ninguém fazia e nunca fez uma tapioca como a dela, eu passava horas na casa de farinha “ajudando”ela e sempre saia de lá com cara de fantasminha, mais branca do que já era. E era assim que ela me chamava, de ‘Branca’)e aquela voz cheia de lugares seguros me perguntou carinhosamente:



-- O que foi, minha branca, que ocê ta anssim tão dirritidinha, parecendo um bixim caçado?



Respondi aos soluços:



-- Mãe preta, a Pró mentiu pra mim ou ela não ta sabendo do perigo,o pião ta cantando,ó,”quem é vivo corre perigo”...



Ela sorriu um sorriso cheio de abraço e questionou:



-- ô, mô Deuzo, que diaxo de mintira foi essa que dizaprumou minha branquinha desse jertcho e qui pirigo é esse, coisinha?



Ainda soluçando eu disse:



-- Foi sobre a guerra, disse que não ia ter mais, que já tinha tido, mas não é verdade, ainda está tendo e está piorando, só que eu não sabia quem era que eles iam matar, pensei que eram as pessoas, mas são elas que estão matando, ta falando nessa musica aí, ó! A guerra já começou mãe e tão matando minhas árvores e vão matar as de todo o mundo e a gente também e a Pátria que salva não vai poder salvar ninguém, nem santo nem nada vai poder, porque se matam as árvores, acabam as florestas, acabam os bichos e morre a nossa mãe-homem, o Brasil... E tudo vai ficar preto e branco, quando todo mundo vai parar de querer usar coisas de madeiras,elas não foram feitas pra sentar e sim,pra subir nelas e lá do alto,poder ser dono do céu também, porque o adulto é tão burro as vezes???...



E a mãe preta entendeu tanto da gravidade do assunto que nem discordou e só repetia:



-- É verdade, fia, é verdade! Mas se acarme, Deuzo a de achar um jetcho de ensinar o homem a ter um coração que nem que o seu, pequenininho mais cheio de sabedoria e amor por tudo aquilo que é de mais valor e nesse dia eles não vão ter coragem de rancar mais nem uma fror e vão saber distribuir amor pelos fios, pelos eles mermos, pelas terras, florestas, pelos bicho e por todas as coisas, por onde eles for!



E ali naquele colo cheio de sabedoria eu dormi e sonhei que a Pró não tinha mentido, pois o desejo da mãe preta já tinha se realizado e a tal guerra não tinha começado e nunca iria começar... Pobre menina e senhora iludidas!



Dica Cardoso



“QUEM HOJE É VIVO CORRE PERIGO”(Jatobá-Xangai)





(Musica que escutei do violeiro ao pé da fogueira: Matança, de Jatobá, cantada por Xangai)





25 comentários:

Carol Morais disse...

Belíssimo texto. Nos traz uma realidade que muitas vezes não queremos ver.
Um grande beijo, querida!

Marcia Morais disse...

Sempre um encanto o teu canto bjos!

Desnuda disse...

Dica,

Você não imagina o quanto de bem e de bom fez por mim hoje nesta leitura lírica e mágica. Ontem, dia 07 de abril do corrente ano, senti e vi aterrorizada, o manto negro cair no branco das crianças e no verde do meu coração. Mas “Verde que te quero verde”! E assim fui lendo e restaurando as cores do verde dentro de minha alma, assim como todas as cores das belas essências que te envolvem e ao seu rico coração. Adoro Xangai e foi a “cereja no bolo”, como se diz.

“Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.
O barco vai sobre o mar
e o cavalo na montanha.
Com a sombra pela cintura
ela sonha na varanda”

Frederico Garcia Lorca


Beijos com carinho e bom fim de semana.

Perola disse...

Eu confesso que o texto é bastante longo mas...gostoso de ler.
Vc era uma criança bastante observadora.
Só o que tenho a dizer é que foi uma delícia te ler.
Parabéns pela desenvoltura das palavras.
Um beijo amada e obrigado pela sua visita eufórica em me encontrar rs
Beijo grande menina linda!!!

Machado de Carlos disse...

A ciência comprova: - Nossas células se modificam constantemente. Dessa forma teremos muitas vidas dentro de uma existência, haja vista que um ser humano de setenta anos já viveu e conviveu com várias experiências. Portanto a ser humano de 70 anos chegou ao nível de 10 vidas sucessivas. Entretanto, apesar de alguns sábios (Assim como você!), guarda o seu melhor momento, que é o momento pueril. Dessa forma, mesmo senis, teremos sempre a alegria de uma criança, porém sábia!
Parabenizo-a pela bela postagem que nos prende a um entendimento elevado!
Sim, sim e sim. Escreva sempre. Precisamos cultuar bibliotecas cerebrais, assim como as suas.
Desejo-lhe que a sua vida cresça, sempre e sempre, de acordo com este pensamento!

Sandra Botelho disse...

ôxe que coisa gostosa de se ler menininha dos olhos de mar.
Senti saudades, e tambem to brava, por isso demorei a vir aqui.
Poxa acha que é assim?
Faz agente se apegar, gostar demais do cê e depois simplesmente some, sem deixar noticias, sem mandar recado, sem deixar rastros nem pegada?
Acha certo isso, deixar euzinha aqui com o coração na mão?
Pensando e se perguntando.Será que um passaro mal levou nossa menina pra longe, ou será que alguma sereia morta de inveja de sua beleza a raptou pro fundo do mar?
Não faça mais isso, se quiser voar por outros mundos, iluminar o céu com o azul dos teus olhos ou fazer o mar mais colorido ainda, vá pode ir, porque não se aprisiona a beleza.
mas por favor neh? Deixe ao menos um recadinho dizendo que volta logo.
Se não da proxima não vou perdoar, não mesmo...Errrrrrrrrrr to brava mesmo.Minha linda foi só um carinhoso puxão de orelhas, pra vc não me deixar assim sem noticias.
Aqui apesar de ser um mundo virtual, eu me apego de coração a algumas pessoas que sinto serem iluminadas e vc é uma destas pessoas.
Sou bobona mesmo e já to chorando, olha que manteiga.
Some mais não tá. ou ao menos manda recado.
te gosto muitããããoooooooooooooo.beijos na alma

Machado de Carlos disse...

Quando tu falas do Hino Nacional Brasileiro cuja letra de um poeta Joaquim Osório Duque Estrada (1870 - 1927) e de um músico Francisco Manuel da Silva (1795 - 1865), alguma coisa em minha mente me faz emocionar. Lembro-me dos meus tempos de menino; todos os dias éramos obrigados a cantá-lo, em filas e com a mão no peito contemplando a bandeira, esta mesma bandeira em forma da Natureza que colocaste nesta postagem.
Depois, ainda na era militar, vestido de soldado também cantava-o com o fuzil nas mãos. Era lindo! Todos os soldados deviam saber de cor e letras salteadas, como uma prece do Hino.
Hoje as coisas mudaram. Quase ninguém sabe cantar este Hino, uma vez que a cantora, famosa, hilariamente não soube cantá-lo em um evento.
Lembro-me que em certo tempo houve uma campanha para valorizar o patriotismo. Todos saiam às ruas com uma bandeirinha com “slogan”; Brasil, ame-o ou deixe-o!
Hoje a falsa democracia mudou tudo por causa da Globalização. O Brasil ficou sem dono. Sem patriotas. O Governo se transformou em uma grande empresa. Tudo o que é negociável neste País, um quinhão deve ir para os cofres públicos. Então, penso como tu pensas; temos saudades de quando éramos sonhadores e lutávamos a favor da nossa Pátria. Saudades daqueles tempos de criança!

Elisabete Lira disse...

Seu blog é muito interessante...
Estou te seguindo.... Tenha um Lindo Dia!
Siga meus Blogs: http://cartasdeumcoracao.blogspot.com/
E
http://deusemminhaalma.blogspot.com/

Fernanda disse...

Lindo texto. Incrível como aos olhos de uma criança as coisas se enchem de poesia, até mesmo as mais assustadoras. Bjus

Josane Mary disse...

Olá, Dica! Tudo certinho? Que tudo esteja 100% com você
Encontrei o seu blog e vim fazer uma visitinha!
Encantador!

Sou expatriada; sai do Brasil em 2000 e fui para os USA estudar na Harvard, onde estudei até 2002. Desde 2003, moro na Holanda - sou casada com um holandês.
[O choque cultural existe e acaba sendo benéfico - de uma maneira ou de outra -. Sou da opinão que existem coisas boas e ruins em qualquer lugar do planeta! Nós é que temos que ressignificá-las à nossa moda!]

Será uma alegria se visitar o meu cantinho virtual, que é: http://josanemary.wordpress.com/mevrouw-jane/

E será uma outra alegria, se quiser ler o prefácio do meu livro: Mevrouw Jane (o prefácio não foi feito por mim, mas por um outro escritor, um já reconhecido no mundo literário). Se gostar – ou não - por favor, deixe um comentário; vou adorar ler a sua opinião!

Tenha um ótimo dia!
Grande abraço.
Josane Mary

Elton Sipião O Anjo das Letras. disse...

Texto belíssimo, de uma candura, inocência e pureza inquestionável. Que criança linda e de alma maravilhosa você foi, por isso amo tanto as crianças, pela sua pureza e santidade de coração e alma, elas vêem o mundo como devem ser visto e amam-no como ele deve ser amado. Sabe não sou muito patriota, mas essa garotinha que um dia você foi, pela primeira vez me fez ver o nosso hino nacional de uma forma muito diferente. Me fez lembrar qual a verdadeira, primeira e original riqueza desse nosso país, a nossa tão amada natureza, nossos recursos naturais, que desde os primórdios da colonização em nossa nação foi tão erradamente explorada. A riqueza autentica do Brasil está em nossos rios, mares, matas, animais silvestres, em nossos céus, enfim, em toda a nossa fauna e flora. E não nos esqueçamos dos nossos índios aqueles que são os verdadeiros brasileiros- (Todos os índios foram mortos... mortos.., mortos)- Renato Russo. Amei seu texto, apenas o achei muito longo para ser lido na internet, ele poderia ser dividido em capítulos, o que você acha?Beijos poéticos.

Nilson Barcelli disse...

Não faço ideia se a tua história, que aqui contas tão bem, é realidade ou ficção...
Se for realidade, eras uma criança muito inteligente. Sabias "ler" as mensagens de adultos, ainda que sob a forma interpretada de uma criança precoce...
Se esta história é ficção, a tua criatividade e tanlento é notável. Ninguém se lembraria de retirar uma história destas a partir do hino nacional.
Em qualquer caso, o teu texto é delicioso. É grande, mas lê-se de um fôlego...
Querida amiga Dica, bom fim de semana.
Beijos.

Fanzine Episódio Cultural disse...

COMO PARTICIPAR NAS EDIÇÕES DO EPISÓDIO CULTURAL?
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Nilson Barcelli disse...

Não publicas?
Espero que esteja tudo bem contigo.
Beijos.

Janaina Cruz disse...

Ô moça linda, quem nasce na Bhaia já nasce abençoado, não foi a toa que deixei meu Ceará ( a terra do sol) pra vir aqui morar com meu amor... Moro no interior da Bahia, mas volta e meia estamos banhando nossos pés em mares de Salvador.

Xangai é indizível amo ouvir suas canções... Existe uma que é muito engraçada:
"Ai quem dera tá agora num é minha véia
Nos braço de uma roxa morena e ai d´eu sodade
Sujeito te alevanta e vai na venda do venderão
Comprá uma carne gorda prá nois fazê um pirão
É que eu num tenho mais dinheiro num é minha véia
Fiado num compro não e ai d´eu sodade"

Ah, linda, nem se preocupe com o tem que me visita, eu também ando sem saber o que fazer para que o meu tempo não voe, mas faço questão de sua presença sempre por lá tá?
Beijos fica com Deus

Machado de Carlos disse...

Apesar de sempre adorar músicas dos meus tempos pueris, como Le Lac Du Come, Sonata ao Luar, as Estações de Vivaldi, via aquelas garotas ir para as aulas de piano e ficava admirando-as. Mas sempre tímido e pobre achava aquilo coisa de pessoas bem resolvidas financeiramente. Nesta época eu trabalhava em uma banca, numa praça, e, logo à frente da Banca de Livros, havia uma loja de Piano: A Musical. Meus ouvidos aguçavam ao ouvir aqueles senhores que afinavam piano. Sonhava! Quem me dera, um dia, conseguir entender uma partitura e tocar Ave Maria de Gounod ou até mesmo de Schubert. (Belas canções que tocam profundamente a minha Alma).
Entretanto tinha-me às mãos canetas e papéis, foi quando comecei a transformar as minhas idéias para o papel.
Hoje o tempo tomou conta de mim, poderia aprender epigramas, compor alguma canção. Aprender as teclas do piano, mas sei que precisa de anos e anos para chegar a ser um exímio pianista.
Resta-me a curvar-me diante dos pianistas que nos fazem sonhar diante de um Beethoven...

Paz em seu coração!

Jorge Pimenta disse...

dica,
sobre palavras e com palavras:
porque matam dando vida, todas as palavras se tornam indispensáveis aos violinos que as cantam: as bocas que se entrecruzam em afonia verbal e apoteose existencial. e nós, actores sem palco, aplaudimos com as mãos nos bolsos, deslizando dedos incapazes nos fragmentos de ilusão que nunca saem com uma lavagem, por mais escarolada ela seja. haverá dia em que os dedos se gastem e o pó se erga, de vez, na estrada? há sempre vaga-lumes à espera...
um abraço!

Anônimo disse...

Tem horas que o melhor mesmo é sermos como criança...Nos encontrarmos capacitados e decididos a criar saídas e soluções fantásticas,por mais improváveis que sejam e ainda por cima não perder a esperança e ousar repetir,por mais azeda que nos pareça a tentativa,afinal,há sempre um doce ao fim do pote!

Dica Cardoso

Ronilson disse...

Então tá, parabens para aquelas que moram em ti !

Contos da Joii disse...

Belo texto Dica. Me fez emocionar. Já que quando eu estava na escola antes de entrar, ficávamos de pé, com a mão no peito, turma por turma, no pátio, para cantar o hino nacional. Era sempre tão bonito, aquele respeito, esperando um cuidado em troca. Hoje não se faz mais isso nas escolas. E minha filha nem sabe cantar o hino nacional com dez anos de idade, e acho que se ainda fosse assim, ela acharia um saco. Mas eu acho importante. Me emociona. É o nosso país, por mais que esteja deturpado em valores. Temos que ser patriotas.
Obrigado pelo presente de lembrar da minha infância.
Uma ótima semana pra ti. Bjs da Joii.

Adriana Nunes disse...

O seu universo é lindo! Honrada com a sua visita e feliz por lhe conhecer! Paz e bem!

Sél disse...

Olá Dica
Que lindo seu blog, me emocionei com esse texto tocante.
Sou carioca de nascimento mas morei por 11 anos no interior da Bahia e lendo seu texto relembrei o quanto era feliz no meio de gente de alma grandiosa, humilde na essência da palavra, verdade no olho...o contato com a natureza, a valorização de cada pedaçinho de chão...
Foi maravilhoso, e seu texto representou muito bem o que eu vi e vivi.

Parabéns, seu blog além da beleza estética, tem ótimo conteúdo.

Abraços e boa semana.

Toninhobira disse...

Linda declaração de vida e desapego às coisas que não somam e nem enlevam.Pureza é tudo nesta vida. Amei o dialogo com a Pró e este fechamento com Xangai é muito chic,para esta sua defesa ferrenha de nossa mae.Lindo menina.Parabens, gostei.
Um terno abraço de paz e luz nos seus dias.Sendo assim vou seguindo.

iala disse...

Oi!
PORFAVOR CONTO COM SUA AJUDA, TIVE PROBLEMAS COM MEU BLOG...
CONTO COM A SUA COLABORAÇÃO PARA ME SEGUIR NOVAMENTE...
EU JÁ SIGO O SEU!!!
OK?
OBRIGADA.. DESDE JÁ!

daufen bach. disse...

Esse daqueles textos que lemos e ficamos encantados, tanto com a narrativa, quanto com a percepção daquilo que o rodeia. Me fascinou a riqueza dos detalhes e a mescla dos dizeres... o sotaque regional... Parabéns Dica, magnífico!
Estou levando pro Face...

Um abração procê!

daufen bach.

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