sábado, 17 de abril de 2010

Um novo dia! (16/04/2010)


E assim a mim foi aparecer
Rápido como um trovão
Visão? Cantares de Salomão
Iluminado feito o alvorecer;
Velocidade da luz que me ‘animou’
Tarde fria, quem diria...
Era puro nascer do dia
Que anoitecendo a dor findou;
E sobre a retina permaneceu
Encanto, calmaria
Forte ventania
Até mais, volto logo! Desapareceu...
E essa paz de onde vem?
Esperança que se refaz
Sem que se espere algo mais
Planta o bem sem olhar a quem;
E findada a agonia
Gêneses após apocalipse
O raiar de um novo dia!
Ordem pelo simples gesto atendida:
-“Haja luz. E houve luz”
Nessa estrada não me sinto mais perdida

Sunna França

3 comentários:

Por que você faz poema? disse...

Quem enxerga o fim da estrada nunca está perdido.

Emerson Donizeti Batista disse...

Adorei o seu texto iluminado!
Fiat Lux!!!

Sergio Martins disse...

Dica, ler-te é um privilégio! Esse poema é sagrado, ternura divina. O seu texto sobre Sírius é uma reflexão estonteante, estou realmente impressionado com sua percepção e capacidade de descrever seus sentimentos. No fim do texto vem a grande sabedoria que te ilumina: "E quem sabe assim, dentro em nós, no que viveu,não cravemos mais uma lápide e sim, plantemos mais um jardim e admiremos uma nova ‘borboleta’, eis A escolha!"
Linda Dica, Obrigado pelo carinho; bjs!

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