quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Site Carlos Costa França


 



"Os livros são uma fonte confiável, um educador incansável e um remédio contra a procela de sentimentos de qualquer mortal. Atiro-me nas páginas de alguns livros lascivamente... se sei rezar, confirmo nessa hora." 





quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O Breve Voo da Libélula II


"O que conhecemos como libélula
é apenas uma fração de toda sua
existência. Vive primeiro como
larva e depois como um bichinho
aquático.  Ao voar já é
completamente adulta e resta-lhe
pouco tempo então.

A jornada da libélula é como a
própria vida humana, pois vivemos
a maior parte de nossas existências
como esses bichinhos, imaturos,
sem nem mesmo saber da
possibilidade do nosso maior voo"

 Adquirir o livro no site:
 Clube de Autores

O BREVE VOO DA LIBÉLULA


"Narrativa alegórica sobre as transformações da vida no decorrer do tempo. A obra traz o simbolismo de aspectos essenciais do existir e do viver. Fala sobre amizade, diferenças, mudanças, espiritualidade e amor.

Três amigos de infância, numa sociedade imaginária e fantástica, têm como desafio as diferenças que vão aumentando entre eles. Um descobre que amadurecer é a maior ciência da vida e que pode levar a caminhos surpreendentes.

A vida que se recria dentro da própria vida como força evolutiva.
O que conhecemos como libélula é apenas uma fração de toda sua existência. Vive primeiro como larva e depois como um bichinho aquático. Ao voar já é completamente adulta e resta-lhe pouco tempo então.

A jornada da libélula é como a própria vida humana, pois vivemos a maior parte como esses bichinhos, imaturos, sem nem mesmo saber da possibilidade do nosso maior voo".


Adquirir o livro no site:
Clube de Autores

2018


Um ano melhor, mais pleno, mais próspero, mais cheio de afeto, mais sonhos realizados, mais livros, mais saúde, enfim, mais tudo!

É possível observar os ciclos acontecendo e os que aconteceram. É possível atrelá-los a aprendizados e a noções mais amplas da vida. É possível dizer que pessoas passaram por nossas vidas, que outras nunca saíram e que um tanto mais nunca estiveram. É certo ainda que alguns processos internos finalmente se ajustaram, se resolveram, embora nem sempre da forma esperada.

E como isso é legal também, pois há coisas maiores no universo que tem seus próprios encaminhamentos. De qualquer jeito, é preciso sermos capazes de apreciar o brilho do sol lá fora nas diversas situações. Esse ato simples nos enche de esperança, pois há força na simplicidade e no espetáculo da natureza. Assim, há força na montanha e no mar ou no olhar profundo de quem amamos.

É possível ver que fizemos laços; que criamos oportunidades afetivas verdadeiras; que vínculos e preciosidades nasceram de fontes transbordantes de amizades ou de paixões; que também minguamos em sentimentos, em ilusões, em cobranças demasiadas; que sofremos e que renascemos. É possível percebermos que o mundo é muito maior do que imaginamos, complicado e cheio de desafios, mas que o nosso interior é um jardim que necessita de todo cuidado, quase sem descanso, pois dele demos, damos e daremos todos os nossos primeiros passos.

É possível observar que nada está perdido, porque nada é nosso também. Ainda assim, voltarmos ao caminho de uma antiga lição que afirma que o universo é pleno de riquezas, embora possamos estar desanimados e desconfiados. Afinal de contas, são tantas lutas no decorrer de um ano ou de anos que fica difícil a esperança. O que não entendemos às vezes é que o segredo está nas mudanças que devem ser feitas. O que não que dizer que seja fácil, pelo contrário. De qualquer sorte, é possível dizer que podemos acertar mais de agora em diante, mas que também erraremos muito se não estivermos atentos.

Então, nessa gestação de sermos inteiros, se o que nos abraça é o tempo passageiro, está na hora de nos desafiarmos para a aventura de vivermos mais leves e livres, tendo o valor do afeto como nosso companheiro e nossos sonhos voltados para o espelho do sol que ilumina caminhos e corações verdadeiros.

Escritor e Psicólogo
Carlos Costa França

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 Clube de Autores

domingo, 5 de novembro de 2017

Resenha em Vídeo de Quando Dormem as Feiticeiras


 Resenha de Quando Dormem as Feiticeiras por Lucas Dallas.
 Não deixem de conferir o excelente ponto de vista desse leitor.

Resenha em vídeo

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Cartas para Alma, contra-capa

Ambos são escritores. Ela
também artista plástica, contista
e pianista.  Sendo este o primeiro
livro deles em conjunto,  cujo o
conteúdo são as cartas trocadas
entre os dois que deram início ao
relacionamento. Cartas com
conteúdo poético, romântico
e sensual.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

sábado, 28 de outubro de 2017

Carta III, Cartas para Alma

 


Ambos são escritores. Ela
também artista plástica, contista
e pianista.  Sendo este o primeiro
livro deles em conjunto,  cujo o
conteúdo são as cartas trocadas
entre os dois que deram início ao
relacionamento. Cartas com
conteúdo poético, romântico
e sensual.

Carta II, Cartas para Alma

 

Ambos são escritores. Ela
também artista plástica, contista
e pianista.  Sendo este o primeiro
livro deles em conjunto,  cujo o
conteúdo são as cartas trocadas
entre os dois que deram início ao
relacionamento. Cartas com
conteúdo poético, romântico
e sensual.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Carta I, Cartas para Alma

 


Ambos são escritores. Ela
também artista plástica, contista
e pianista.  Sendo este o primeiro
livro deles em conjunto,  cujo o
conteúdo são as cartas trocadas
entre os dois que deram início ao
relacionamento. Cartas com
conteúdo poético, romântico
e sensual.

Lançamento do livro, Cartas para Alma




Ambos são escritores. Ela
também artista plástica, contista
e pianista.  Sendo este o primeiro
livro deles em conjunto,  cujo o
conteúdo são as cartas trocadas
entre os dois que deram início ao
relacionamento. Cartas com
conteúdo poético, romântico
e sensual.

domingo, 22 de outubro de 2017

A fogueira


Farei uma fogueira no terreiro da minha alma. Usarei como base os troncos largos de velhos sonhos já acordados, mas que insistem em permanecerem plantados em mim, enraizados em meu existir... Irei impiedosamente devastá-los na ênfase de aliviar essa dor irracional e injusta. Quero vê-los em frágeis cinzas posteriormente assopradas por um vento consumador que as espalhe impedindo-as assim de que renasçam... Construirei minha enorme fogueira à custa de um imutável e imprevisto desmatamento. Desmatarei arvoredos de emoções, o gigante jequitibá das recordações, o caquizeiro das tentações, o roseiral das ilusões... Vasculharei a floresta das lembranças e todas as suas folhas, flores e frutos amarelecidos e empalidecidos pelo abandono. Sobreponho todos os restos, grandes, pequenos, mais restos do que tão fielmente acreditei. Eis que surge a grande fogueira dos sentires, e suas labaredas dançam ao som uivante da dor que devasta a minha memória, formando com a fumaça do esquecimento desenhos apavorados no ar, lembranças desfeitas que ardem nas chamas que em breve apagarão.
O calor de suas brasas me invade e imploram por viver e as lágrimas chovem de mim e insistem em apagá-la... Mas seguirei com o queimar, os pensamentos circulam em sua volta e lançam sobre ela sortilégios de palavras com efeito comburente, tratando de intensificar ainda mais o incêndio... Decidi que só por hoje choverei e todo o mais eu queimarei no fogo da transformação que trás consigo uma mutação incessante de energias que desfalecem como bruxas na inquisição... E observo efêmera tudo o que acreditei pertencer a mim sendo consumido pelas chamas impiedosas, transformando-se em restos de papel incinerado, desejos gemem ao queimar devagar... Queimem-se também os sonhos não realizados, pecados não consumados, segredos outrora revelados, promessas não cumpridas, mentiras que foram ditas, redomas que foram construidas. E os meus olhos contemplam naufragados o reflexo que se desfez nesse lume intenso, farol atormentado na escuridão da minha noite inquiridora... E ouço a chama que chama por nomes perdidos na destruição de palavras que na impiedosa fogueira morrerão eternamente, sem direito a ressurreição...
Escolhi sofrer só por hoje...
E por trás da grande fogueira o imprevisto... Avisto uma luz na clareira...
(Escrito em 25 de março de 2010)
Sunna França

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Yemanjá

Hoje levei umas rosas
Para perto do mar
Quando das serenas horas
Cheguei e vi chegar


Sou meio discreto
Na hora de me apresentar
Como não sei se estou certo
Calado, fico a esperar


Então, num simples alento
Do que sou e vim buscar
Do murmúrio ao lamento
Que posso dizer a Yemanjá?


Ó sagrado que há no mar!
Então, sobre as ondas um altar
Um rosto prata a espelhar
Das vagas, mãe e senhora a revelar


Do que poderei te acalmar?
Sonha querido com infinito luar
Desses que se pode por inteiro amar
Num pôr-do-sol por testemunhar


Vasto é meu afeto
Entre os homens secretos
Ou entes abertos ao meu guiar


Sou rainha Iorubá e posso estar
Em tudo e em todo lugar
Só não sejas discreto em me amar



Carlos França

http://www.carlosfranca.com/ 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

INSPIRAÇÕES






"Busco as inspirações nas horas calmas, quando  os guardiões do silêncio, da poesia e da magia se reúnem calmamente à meia distância do jardim das delícias. 


Nessas horas, tudo parece efervescer e prestar juramento ao coração da verdade."

Carlos França

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

MEDRICIE - QUANDO DORMEM AS FEITICEIRAS





Lembranças da feiticeira Medricie:


“Via-me indefesa diante da fera, ao mesmo tempo, tão entregue e possuída. O lobo era majestoso e de todo inverossímil pelos modos e pelo tamanho. Não me assustei tanto com sua presença, mas algo do seu olhar antigo e terrível trespassava a carne em direção ao nosso íntimo, vasculhando as intenções e a nossa vontade enquanto feiticeiras. 

Era impossível escapar de tão profana investigação, como se ela brotasse das entranhas do próprio ser. Mas contra todas as possibilidades, aquilo ia me purificando do hiato existencial e da realidade comum vivida pelos homens. E pela primeira vez, vi luzes infinitas penetrarem absolutamente tudo. 

Compreendi que a verdadeira vida é uma comunhão fascinante e duradoura, nutrindo-se de um saber-se na verdade de cada instante. Nesse ponto, o algo raciocinante contraiu-se por uma vertigem qualquer, sobrevindo a vivência pura e intangível dos que lidam com o mistério. 

Pela minha escolha, detive as sombras e me feri na luz. Caí e  me sustentei na substância espiritual recriada e inesgotável.  Pelas luzes do meu próprio olhar, vi a travessia da minha vida elevando-se num gozo perene. Tudo recomeçou no que sou e no que serei. Então,  a imortalidade me alcançou sem que isso fosse uma necessidade ou um anseio, prostrou-se à minha frente despojada das vestimentas da dúvida e da fé.

 (QUANDO DORMEM AS FEITICEIRAS - Carlos Costa)

 http://www.carlosfranca.com/

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

QUANDO DORMEM AS FEITICEIRAS II




Texto da contracapa de  QUANDO DORMEM AS FEITICEIRAS

No sul da França, velhos carvalhos destilam os crepúsculos de uma outrora vida por um enigma que vive  no coração de muitos. 
Cantai, cantai com todo amor, recordai minhas aventuras e minhas alegrias, que coração pode ser mais intenso que um coração bruxo? 
Os lobos uivam, fendendo o tempo, a velhice e a solitude do verbo. Os sentidos bruxos mergulham na matéria esquecida e inculta, desnudando-a de sua capa desonesta. Doces vozes ciganas clamam por minhas feridas e uma certa saudade impura. 
É chegada a hora para o mistério que me inclina sobre a face do perdão e da fúria. Nada mais me vigia. O corpo me reconhece na sua pintura carnal uma trama de estrelas quando rodeado de pessoas nuas  e pelo testemunho do sol vestal das fogueiras.
Um único passo devolveria meu império de segredos e um punhado de flores maduras, mas preferi as janelas daquele olhar de centenas de luas e uma mulher que não seria única.”

 Carlos Costa (França)

http://www.carlosfranca.com/ 
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