quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Perdão


Perdoe-me
Pelo beijo que não foi dado
Mas que de ti por mim foi roubado
E entre os meus lábios está perpetuado;
perdoe-me
Pelo toque de dedos que não existiu
Mas que tão forte meu corpo sentiu
Que tomou para si o que de ti não partiu;
Perdoe-me
Pelo abraço que de nós foi banido
Mas, que por minha alma de tal forma foi sentido.
Que em mim o prendi e de mim jamais será excluído;
Perdoe-me
Se não fui o que esperou de mim
Mas o que tu me destes levarei até o fim
Como um tesouro plantado em meu jardim;
Perdoe-me
Por essa ausência tão presente
Que diante dessa presença tão ausente
Tornou-se insustentável, me fazendo agir loucamente;
Perdoe-me
Pelas lágrimas que te forcei a ver
Se diante de ti não soube o que fazer
Se desejei tanto tua voz ao ponto de arder;
Perdoe-me
Por ir desta forma silenciosa
Por não ter sido tão corajosa
Mas grito por dentro de forma dolorosa
Perdoe-me
Por amanhecer em todo o meu lugar
Por na paisagem não mais voar
E no mar não mais mergulhar
Perdoe-me
Por te amar e querer tão loucamente
Por ter que ir tão de repente
Por te prender em mim para sempre...
Pendoe-me

Dica Cardoso

2 comentários:

Jandira disse...

Sandrinha,
Que lindo!!! Nem tenho palavras para expressar o que senti quando abri o seu Blog, vi sua foto linda, ouvi o seu piano, li o seu poema, senti a sua alma!!!
Está tudo muito bonito, de uma sensibilidade que só você pode nos passar... obrigada por me fazer sentir tanta emoção!!! Beijo carinhoso, Tia Jandira.

Platão disse...

Nossaaaa!!!Amei suas poesias,suas artes,tudo!Como pode sair ou existir tanta belesa de um só ser?Quem é você?Com certesa não é desse planeta,rss!Veio da lua ou emergiu do mar?Seja lá de onde fores,és iluminada e brilhante,como uma estrela!
Voltarei sempre!

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